Vendas de caminhões cai 6% em setembro, aponta FENABRAVE

O mês de setembro registrou queda no número de vendas de caminhões em 5,83%, em comparação a agosto deste ano. O dado foi divulgado no último levantamento feito pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (FENABRAVE). No acumulado de 2023, o segmento também apresentou redução de 17,53%, em relação a 2022. Até o momento, foram registrados 75.870 emplacamentos, quando no ano passado o total foi de 91.992.

A entidade explica que os emplacamentos de caminhões permanecem em movimento de ajuste de mercado, devido à introdução do EURO 6. “O segmento veio de dois anos muito positivos, mas o crédito e o ajuste de preços de novos modelos afetaram o desempenho do mercado. Ao menos tivemos evolução nos emplacamentos diários na comparação com agosto”, afirma Andreta Jr., presidente da FENABRAVE.

Ainda com relação ao setor de caminhões, quando comparados os meses de setembro de 2023 e de 2022, houve queda nas vendas de aproximadamente 24%.

Quadro geral do mercado

Segundo a Federação, os emplacamentos de veículos como um todo também tiveram queda de 5,4% em setembro, na comparação com agosto. Já em relação ao mesmo mês de 2022, houve alta de quase 4,8%. Com isso, no acumulado ano, considerando janeiro a setembro, o setor registra crescimento de 12,5%, com quase todos os segmentos – à exceção de caminhões – apresentando resultado positivo sobre o acumulado do ano passado, ainda que desacelerando sobre o resultado acumulado em agosto.

“Apesar da queda em setembro, justificada pelo número menor de dias úteis, de maneira geral, o mercado demonstrou recuperação nas vendas diárias em relação a agosto. No entanto, os desafios do setor automotivo permanecem, com o crédito restrito e a diminuição do poder de compra da população ainda dificultando o acesso das pessoas a veículos novos”, analisa Andreta Jr.

De acordo com dados da entidade, a média de emplacamentos diários de automóveis e comerciais leves foi de 8.560 unidades, em agosto, contra 9.372 unidades em setembro, num aumento de quase 9,5% de um mês para o outro.

“Isso mostra que o mercado está se reerguendo, em boa parte graças às vendas corporativas, mas ainda num ritmo abaixo do esperado para a escala necessária, principalmente, no varejo”, conclui o presidente da FENABRAVE.

Fonte: Chico da Boleia

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